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Semascri promove ações para o Dia Estadual de Mobilização pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-Juvenil PDF Imprimir E-mail
Qua, 09 de Novembro de 2011 17:52

Para marcar o Dia Estadual de Mobilização pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-Juvenil – 24 de setembro -, a Secretaria da Assistência Social, da Criança e do Adolescente (Semascri), por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (Paefi/Sentinela), realiza duas ações. Um seminário, com o tema “Enfrentando a Violência contra crianças e adolescentes: percepção e conceitos do fenômeno”, e uma capacitação ocorrem nesta sexta-feira, dia 23.

O seminário será ministrado para cerca de 400 pessoas, das 8h ao meio dia, pelo Dr. Ayrton Margarido. O profissional é graduado em Medicina e sua atuação é centrada em famílias em situação de risco, especialmente os grupos vulneráveis de crianças e adolescentes vítimas de violência intrafamiliar. O mesmo também é escritor, com destaque para o livro O muro do silêncio: a violência doméstica contra a criança e o adolescente.

A capacitação ocorre durante a tarde, das 13h30 às 17h, também como o Dr. Ayrton Margarido. Participam dessa ação em torno de 35 profissionais, tanto da Semascri que atuam com famílias envolvidas em situações de violência doméstica e contra crianças e adolescentes, bem como os profissionais da Secretaria de Saúde que atuam no Serviço de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência. profissionais participarão desta ação. As temáticas que serão trabalhadas são: discussão e/ou simulação de casos; aplicação dos fundamentos éticos e legais; enfrentamento do fenômeno dentro das práticas diárias; e a formação/fortalecimento das redes de proteção.

Este evento tem como objetivo capacitar trabalhadores da Política de Assistência Social, dos serviços que compõem o Protocolo de Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, conselheiros municipais, acadêmicos, entre outros, sobre a temática da violência contra crianças e adolescentes. Para o secretário de Assistência Social, Mário Hildebrandt, estas capacitações são de suma importância para os profissionais. “A violência contra crianças e adolescentes é uma temática delicada e importantíssima nos serviços da Política de Assistência Social. Portanto, essas capacitações são de extrema relevância, pois proporcionam ainda mais qualificações aos profissionais que atuam dentro dessa área”, destaca.

O seminário e a capacitação serão realizados no Auditório do Viena Park Hotel, localizado na rua Hermann Huscher, n° 670, bairro Vila Formosa.



Sentinela
O Sentinela é um Serviço de Proteção Social de Média Complexidade, voltado às crianças e adolescentes vítimas de violência física, sexual e exploração sexual, bem como suas famílias. É realizado no âmbito do Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS. Sua organização está em conformidade com as garantias constitucionais: Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), Política Nacional de Assistência Social (PNAS), Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os Planos Nacional e Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Tem como objetivo desenvolver um conjunto de ações articuladas à rede de serviços, voltadas para a prevenção e o enfrentamento à violência infanto-juvenil. Procura romper o ciclo da violência; possibilitar maior autonomia, protagonismo e acesso às políticas públicas. É desenvolvido no âmbito da proteção social especial de média complexidade, atendendo famílias em situação de direitos violados, mas, com preservação dos vínculos familiares e comunitários. Estabelece uma metodologia que contempla a análise e o conhecimento do fenômeno da violência; o atendimento especializado através de equipe interdisciplinar e, em rede; a prevenção/mobilização dos serviços socioassistenciais para a proteção das famílias encaminhadas, bem como, o estímulo ao protagonismo juvenil.

No mês de agosto foram atendidas pelo Sentinela 362 crianças e adolescentes com medida de proteção, sendo 336 famílias, totalizando, aproximadamente, 1.008 pessoas. Das situações encaminhadas, quanto ao tipo de violência observa-se o seguinte número: violência física - 106; violência sexual - 229; exploração sexual - 06.

 
Palestra realizada em Ourinhos abordou diferentes tipos de “Violência Familiar contra Crianças e Adolescentes” PDF Imprimir E-mail
Qua, 09 de Novembro de 2011 17:40

A palestra promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, no último dia 14, proferida pelo Médico e Professor Universitário, Ayrton Margarido, que abordou o tema "Violência familiar contra crianças e adolescentes" teve a participação de centenas de pessoas de Ourinhos e de outras cidades da região, como: Manduri, Ipaussu, Herculândia, Jacarezinho, Chavantes, Palmital, Ibirarema, Bernardino de Campos, Salto Grande, São Pedro do Turvo e Espírito Santo do Turvo.

O público presente foi composto por técnicos da área social, da saúde, da educação e jurídica, dentre outras.

Durante a palestra, Dr. Ayrton Margarido, autor do livro "O muro do silêncio", que relata os diferentes tipo de violência doméstica contra as crianças e adolescentes, falou sobre os principais fatores que dificultam a identificação destes casos, os tipos de violência praticadas, os sinais apresentados pelas vítimas e de que forma os profissionais que fazem o atendimento de casos de violência familiar, podem atuar para combater este grave problema existente no Brasil e no Mundo.

Características da violência doméstica contra crianças e adolescentes

Segundo Dr. Ayrton, "a violência familiar contra a criança e adolescente, na maioria das vezes ocorre em casa e o 'muro do silêncio' protege a família e impede a denúncia. Só quem já tem um vínculo ou acesso familiar consegue se aproximar da vítima e fazer uma intervenção adequada".

 

O palestrante disse ainda que geralmente quem pratica violência infantil, com certeza foi vítima enquanto criança e explicou que os tipos de violência contra as crianças e adolescentes se dividem da seguinte forma:

• Violência física: se estabelece em relações de poder. Por exemplo: chutes, tapas, palmadas, empurrões, sacudidas, SBS - (Síndrome do Bebe Sacudido), síndrome Munchausen - conseguia ludibriar, inventar uma história para explicar as lesões que estão na criança, vitimá-la para levar vantagem, chamar a atenção por uma causa;
• Violência sexual: relação do poder: verbal, exibicionismo, voyeurismo (se a pessoa parar e ficar olhando maliciosamente a criança ou adolescente se despir, também esta cometendo a violência), ato sadismo, pornografia, exploração, incesto, estupro, tráfico para propósitos sexuais;
• Violência psicológica: humilhação, rejeição, isolamento, privação do amor, ameaças, xingamentos.

Fatores de risco para ocorrência de violência familiar

Pais com histórias de maus tratos, gravidez adolescente sem suporte psicossocial, gravidez não planejada ou negada, gravidez de risco, depressão na gravidez, falta de acompanhamento pré-natal, pais possessivos e ciumentos em relação aos filhos, pai e mãe com múltiplos parceiros, expectativas demasiadamente altas em relação à criança, perda fácil de autocontrole, estilo disciplinar rigoroso.

Indícios de violência familiar contra crianças e adolescentes

Criança que não gosta de ser tocada, criança que na frente dos responsáveis tem comportamento diferenciado, "retardo" psicomotor sem causa definida que melhora longe dos responsáveis, transtorno do sono, alimentação, episódio de medo e pânico, isolamento e depressão, conduta agressiva e irritabilidade, interesse precoce em brincadeiras sexuais ou conduta sedutora, choro sem motivo aparente, comportamento submisso, desenho ou brincadeira que sugerem violência, baixo nível de rendimento e desempenho escolar, fugas, mentiras, furtos, tentativa de suicídio (geralmente, na adolescência, se não for por causa de fim de namoro, é por violência sexual), baixa autoestima, aversão a qualquer atividade de conotação sexual.

Papel dos profissionais que atendem casos de violência familiar

O papel dos técnicos que atendem demandas de violência infantil deve ser, ao contrário de visar a punição, resgatar as famílias. A denúncia pode modificar o comportamento, uma vez que o profissional fique sabendo da violência, deve identificar as famílias, levar os conceitos de violência para as comunidades atendidas, envolver as pessoas em uma rede de apoio, formar grupos socioeducativos e de adolescentes, organizar oficinas e resgatar os valores. Além disto, devem se articular com lideranças comunitárias, para formar uma rede de proteção que atenda a todos da comunidade.

 
Palestra discute violência contra crianças e adolescentes em Jaraguá do Sul PDF Imprimir E-mail
Qua, 09 de Novembro de 2011 17:30

Cerca de 150 pessoas estiveram no evento. Intenção é reforçar a rede de proteção no município.

No Brasil, 74 crianças são vítimas de algum tipo de violência a cada hora. De 11 casos ocorridos, apenas um é registrado formalmente. De todas as agressões, 50% partem da mãe, 30% do pai e 20% de outros (extensão da família e amigos). Cerca de 60% dos brasileiros afirmam ter sido vítimas de castigos físicos, 10% das crianças que dão entrada em pronto-atendimentos são vítimas de violência, destes, 60% não possuem lesão aparente. A Secretaria de Assistência Social e o Serviço de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual à Criança e Adolescente de Jaraguá do Sul estiveram durante toda a manhã de ontem no Cejas (Centro Empresarial de Jaraguá do Sul) para pensar sobre a violência infanto-juvenil e assistir à palestra “Enfrentando a violência doméstica contra crianças e adolescentes: percepção e conceitos do fenômeno”. O palestrante, o médico pediatra Ayrton Margarido, é especialista em Violência Doméstica Contra a Criança e o Adolescente pelo Laboratório de Estudos da Criança (Lacri) da USP (Universidade de São Paulo).

A secretária de Assistência Social do município, Edimara Orzechowski de Souza afirma que a mobilização contra a violência sexual infantil tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de se atentar e denunciar os casos de violência. “Queremos chamar a atenção da comunidade”, salienta. Dos 149 inscritos, a maioria era mulheres, profissionais técnicas. De acordo com a organização, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais e professores têm participação importante no processo de percepção da criança violentada. “Pena que não temos muito a participação da comunidade”, lamenta a secretária. O evento foi gratuito e aberto a maiores de 18 anos.

Números em Jaraguá do Sul

Em Jaraguá, como em todo o Brasil e no mundo, os números são preocupantes. Em 2010, aproximadamente 100 crianças e adolescentes sofreram algum tipo de violência, seja ela sexual, física ou psicológica (lembrando, segundo o médico Ayrton Margarido, que a violência sexual também é considerada física e psicológica). Do início de 2011 até este mês, 133 crianças e adolescentes foram vitimados pela violência apenas em Jaraguá. Outro dado comum é que a maioria dos abusos é cometida pelos pais, padrasto ou alguém muito próximo à família.

Mais sobre os casos de Jaraguá
“A violência desconhece barreiras geográficas e financeiras”, afirma Ayrton. As estatísticas de Jaraguá comprovam esta afirmação. Segundo Mariléia Freitag, coordenadora do Serviço de Enfrentamento, grande parte dos casos ocorre em regiões mais periféricas, no entanto, não é regra. A violência está nas famílias de diferentes classes sociais, mesmo onde há pessoas mais instruídas. “Acontece que nas famílias com maior poder aquisitivo ou não há denúncia ou se procura ajuda particular”, comenta Mariléia. De acordo com a coordenadora, as 133 ocorrências são apenas as formalizadas: “há aquelas que não são registradas. O número pode ser maior”, ressalta. A faixa etária dos violentados no município vai dos três aos 11 anos. E são meninas e meninos.

Atentar-se aos sinais é caminho para a denúncia
O Serviço de Enfrentamento aponta que, normalmente, as denúncias partem dos vizinhos ou de professores. O caminho para denunciar é contatar o Conselho Tutelar do município, que encaminhará a criança para o tratamento psicológico entre outras providências. Em Jaraguá, os programas de prevenção são realizados pelos Cras (Centro de Referência de Assistência Social) com palestras e acompanhamento da família como um todo. “A vítima de ontem é quem vitima hoje”, destaca Ayrton. Ele afirma que quando o violentador é interrogado a fundo, descobre-se que na infância aquele sujeito também passou por algum episódio de violência. Os fatores de risco são: pais com história de maus tratos, abuso sexual ou rejeição e abandono na infância, gravidez de pais adolescentes sem suporte psicossocial, gravidez não planejada, negada ou de risco, pai ou mãe com múltiplos parceiros, pais possessivos com os filhos, entre outros.

Ayrton alerta sobre quando suspeitar: aversão ao contato físico, apatia ou avidez afetiva, retardo psicomotor sem causa definida que melhora longe da família, transtorno do sono ou alimentação, episódios de medo e pânico, isolamento e depressão, conduta agressiva, interesse precoce em brincadeiras sexuais ou conduta sedutora, choro fácil sem motivo aparente, comportamento submisso, desenho ou brincadeira que sugerem violência, baixo nível de desempenho escolar, tentativa de suicídio, baixa auto-estima, aversão a qualquer atividade de conotação sexual, fugas, mentiras, furto e uso de drogas. Para denunciar, disque 100.

 
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